http://www.amjmed.com/article/S0002-9343(11)00383-4/fulltext
Muito interessante a pesquisa que nos mostra a relação da suplementação com cálcio e risco cardiovascular. É muito simples imaginar que osteoporose pode ser curada tomando suplementos de cálcio uma vez que o osso é feito em parte de cálcio, porém a maioria dos pacientes com osteoporose e osteopenia não tem níveis rebaixados no sangue de cálcio, logo sua fixação parece ser o aspecto mais relevante.
Ainda que se estabelecesse uma correlação da queda de cálcio nenhum garantia teríamos de que o cálcio ingerido iria para os ossos. Entretanto parece que nossos genes determinam algo diferente...que este cálcio vá para as placas coronárias e para as válvulas cardíacas.
Este blog tem como finalidade ser um canal de informações para pacientes, pesquisadores e médicos sobre esta importante moléstia que é a Hipertensão Arterial.Caso você não seja médico ou pesquisador este não é um canal de consultas médicas e apenas seu médico saberá indicar o melhor tratamento para o seu caso.
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Após 2 anos , reavaliação da TAVR
Após 2 anos de tratamento com cateter a estenose valvar aórtica o estudo apresentado no ACC-2012 mostra que neste período de tempo não existe vantagem do tratamento cirurgico em relação ao tratamento feito na sala de hemodinâmica. Devemos levar em consideração que o procidimento ainda não é padrão e nem todos médicos hemodinamicistas tem expertise no procedimento e estudos com maior tempo de evolução são necessários para conclusões mais definitivas.
Estudo Romicat II
Com o avanço tecnológico tem se sugerido que o uso da angiotomografia de coronárias posso ser usada como suporte nas Unidades de urgência. Como sabemos que tempo é músculo e quanto mais precoce se estabelece o diagnóstico e se estabelece a terapêutica tanto maior serão as chances do paciente foi testado o uso deste instrumento ( Angio CT de coronárias) contra o tratamento padrão. Naturalemnte nem todos os centros médicos dispõe desta tecnologia mesmo nos Estados Unidos e o custo de tal procedimento é proibitivo para os países emergentes como o Brasil, todavia o estudo abre uma perspectiva positiva, uma vez que mostrou que naquele país (EUA) não houve aumento substancial dos custos quando comparados os 2 cenários, entretanto temos que levar em consideração novamente que os recursos econômicos disponíveis aos tratamentos médicos padrão naquele país são muito superiores que aqui. Vale a leitura.
Mais uma a favor da cirurgia de revascularização do miocárdio neste congresso da ACC-2012 em Chicago. Existiam muitos estudos menores comparando revascularização cirugica do miocárdio contra Angioplastia e de certo modo inconclusivos. Este estudo grande mostrou que em pacientes estaveis e com lesões multiarteriais com mais de 65 anos após 1 ano existe uma redução de 20% do risco de mortalidade a favor do grupo cirurgia.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Estudo MASS II - Revisistanto 10 anos depois.
Desde 1995 médicos do Instituto do Coração em São Paulo tentam responder atavés de evidências ciêntificas sólidas qual é o melhor tratamento para pacientes assintomáticos ou oligosintomáticos com 3 artérias coronárias comprometidas. Foram comparados o tratamento clínico otimizado, o tratamento cirúrgico e a Angioplastia coronariana.
Nos resultados iniciais imaginava-se que os tratamentos se equivaliam em face aos números apresentados em diversos congressos, todavia revisitando os achados antigos com novos pacientes alocados para o estudo em 10 anos os autores perceberam superioridade do tratamento cirúrgico em vários desfechos que o estudo contemplou.
Vale a pena a leitura : http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/doenca-art-coronaria/int_artigo21.asp?cod=138
Nos resultados iniciais imaginava-se que os tratamentos se equivaliam em face aos números apresentados em diversos congressos, todavia revisitando os achados antigos com novos pacientes alocados para o estudo em 10 anos os autores perceberam superioridade do tratamento cirúrgico em vários desfechos que o estudo contemplou.
Vale a pena a leitura : http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/doenca-art-coronaria/int_artigo21.asp?cod=138
domingo, 25 de março de 2012
Apnéia obstrutiva do sono e Hipertensão arterial
Definitivamente para aqueles que tem dúvidas a apnéia obstrutiva do sono é sim fator causal de Hipertensão arterial. Desde o inicio deste século especula-se sobre se esta doença ( apnéia do sono) seria capaz de induzir a elevação da pressão, mas os laboratórios de sono conseguiram nos oferecer dados a ponto de chegarmos a conclusões definitivas.
Cerca de 30% dos paulistanos sofrem deste tipo de problema ( apnéia), assim como sabemos que hipertensão primária ( sem causa conhecida) é superdimensionada,logo cabe uma pesquisa maior nos pacientes com suspeita clínica associado a elevação da pressão arterial . Uma revisão de 2009 está bastante interessante e merece ser lida : http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/16-3/09-apneia.pdf
Nesta revisão alguns dados chamam atenção : 30% dos pacientes hipertensos tem apneia do sono, até por terem de certo modo fatores de risco semelhantes : obesidade, sedentarismo e idade.Na hipertensão refratária os números da apnéia do sono sobem para 75 %.( estes dados advém de estudos caso-controle e depois coorte)
As expicações fisiopatológicas encontram-se no aumento da atividade simpática dos pacientes com apneia do sono, redução da sensibilidade dos baroreceptores, hiper-responsabilidade arterial, aumento do metabilosmo do sal e água.
Apesar de uma bem definida relção de causa e efeito entre apnéia do sono e hipertensão arterial, os estudos terapêuticos que usam CPAP oferem resultados bastante desanimadores na redução da pressão arterial.
Cerca de 30% dos paulistanos sofrem deste tipo de problema ( apnéia), assim como sabemos que hipertensão primária ( sem causa conhecida) é superdimensionada,logo cabe uma pesquisa maior nos pacientes com suspeita clínica associado a elevação da pressão arterial . Uma revisão de 2009 está bastante interessante e merece ser lida : http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/16-3/09-apneia.pdf
Nesta revisão alguns dados chamam atenção : 30% dos pacientes hipertensos tem apneia do sono, até por terem de certo modo fatores de risco semelhantes : obesidade, sedentarismo e idade.Na hipertensão refratária os números da apnéia do sono sobem para 75 %.( estes dados advém de estudos caso-controle e depois coorte)
As expicações fisiopatológicas encontram-se no aumento da atividade simpática dos pacientes com apneia do sono, redução da sensibilidade dos baroreceptores, hiper-responsabilidade arterial, aumento do metabilosmo do sal e água.
Apesar de uma bem definida relção de causa e efeito entre apnéia do sono e hipertensão arterial, os estudos terapêuticos que usam CPAP oferem resultados bastante desanimadores na redução da pressão arterial.
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